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Em 2018, a Ong. Risonhos completa dez anos de existência. Passaram e passam por aqui pessoas dos mais variados tipos, profissões e percepções. Nossos voluntários e ex-voluntários – pessoas comuns como eu e você – capricham na maquiagem, vestem seus melhores sorrisos, improvisam roupas coloridas e se tornam, pela dedicação e doação, mais especiais do que qualquer um poderia ser. Por isso, a partir de hoje, contaremos aqui – através das palavras deles – as histórias e experiências de algumas dessas pessoas dentro da Ong.

Nesta primeira edição de depoimentos Risonhos, você conhece um pouquinho da história de Márcio Vandré ou, como é conhecido no “meio palhacístico”, Poeta. Vandré está na Ong. Risonhos há 9 anos e ocupa, atualmente, o cargo de presidente. É advogado por formação e escritor por coração, nos encantando frequentemente com seus textos.

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“Em 2009, eu estava concluindo meu curso superior e me questionava constantemente sobre o que eu estava fazendo para o mundo, buscando descobrir qual seria o meu papel na Terra. Nunca havia pensado em ser palhaço. Até medo disso eu tinha. Na verdade, eu nem sei descrever o momento e o porquê de eu ter escolhido este caminho, mas posso dizer com segurança que foi uma das escolhas mais acertadas que fiz na vida.

Pesquisando na internet, no saudoso Orkut, encontrei a ONG RISONHOS, que na época ainda se identificava como projeto. Acompanhei até o momento que vi que iriam abrir inscrições para novos voluntários. E meio que automaticamente eu me inscrevi e passei a ir para os encontros pré-agendados.

Foi uma emoção ter meu nome aprovado. Mas talvez eu nem de longe pudesse imaginar o quão profunda seria essa experiência. Primeiro porque o palhaço é mais do que parece. É uma imersão em nós mesmos. Por conta disto, posso dizer seguramente que o palhaço me resgatou. Quebrou os grilhões da minha profissão e me mostrou que a felicidade é sempre um caminho a ser buscado. Segundo porque em todos estes anos passados, acumulei uma centena de histórias que me construíram. Tanto pelo que eu doei, como pelo que eu recebi.

Foram um sem número de sorrisos, abraços, de ‘fica mais um pouco, palhaço’, de olhares agradecidos dos pais, de conexões que se formaram e me ensinaram que a beleza da vida a ser vivida está nos pequenos detalhes e vivências.

Com muito orgulho, hoje falo: sou palhaço. E eu estou ciente da minha responsabilidade na Terra e por isso luto incansavelmente para não amainar o sorrir, mesmo se a lágrima teimar em cair. Porque enquanto pudermos rir, ainda poderemos batalhar pela nossa paz.”

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Os atos que fazemos, de forma voluntária, pelos hospitais da cidade e no Abrigo de idosos geram sempre novas experiências, trazem sempre novas sensações e aprendizados, tanto para nós quanto para os que gentilmente cedem seus talentos para nos ajudar a alegrar.

No ato do HGF, realizado no dia 18 de agosto, não poderia ser diferente. Nossos palhaços, acompanhados por seus amigos músicos, encheram a ala hospitalar de alegria e os corações, das crianças e deles mesmos, de felicidade. Abaixo, através de depoimento, você pode ver que nossos voluntários acreditam que este ato não poderia ter sido mais mágico ou animado.

“E na tarde do dia 18 de agosto, o HGF foi invadido por uma explosão de alegria chamada ONG RISONHOS. De repente, direto da sala de repouso médico, surgiu uma turma colorida e divertida de palhaços, com direito a brinquedos, microfone, flauta, bolhas de sabão e violões.

Assim, de quarto em quarto, a farra com as crianças e acompanhantes foi saudável e animada. Foram distribuídos sorrisos, carinhos e abraços. Teve roda de samba, concurso de funk, MPB e claro que não poderia faltar o nosso tradicional forró.

Além disso, teve mãe emocionada, coral improvisado e, no final, revivendo a infância de muitos, todos cantaram Xuxa”.

Para Edivaldo, um dos músicos, o ato se tornou um momento de pura realização, no qual ele descobriu que doar-se pode ser ainda mais gratificante para quem doa:

“Foi um momento muito especial, poder levar alegria através dos sorrisos dos meus novos amigos Risonhos e da música. A sensação de bem-estar trazida pelo simples ato de fazer com que as crianças daquela ala hospitalar esquecessem de suas dores, dos seus acessos e de suas tristezas e pudessem brincar de transformar os palhaços em cavalos, em aviões, em sapos etc, além de descobrir o talento daquelas crianças que não tiveram o menor pudor de usar todo o repertório da Galinha Pintadinha, do Patati Patatá, entre outros…. Enfim, tenho certeza que a pessoa que mais ganhou fui eu mesmo. Saí daquele hospital com a alma de um herói sem capa e sem máscara”.

Já para Daniel, o outro músico que acompanhava o ato, o momento foi único:

“Foi uma experiência bastante interessante poder participar desse momento, proporcionando para aquelas crianças algo diferente, e por algum tempo mudar o ‘clima’ daquele local e trazer um pouco de diversão. É tão impactante para as crianças quanto para nós”.