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Uma ansiedade incomum, um medo, um frio na barriga. Parecia que era a primeira vez, e realmente era. Passar mais de um ano sem visitar o hospital me fez perceber o quanto é importante a nossa presença naquele ambiente.

Um dia teremos que fazer uma escolha em nossas vidas, e se ainda não a fez, um dia fará. Quando optei em ter que abandonar a Risonhos por um tempo, para me dedicar aos estudos, sofri novamente com a dor da perda, e lembrei o quão dolorosa ela é.

Parafraseando Frejat: “Desejo que você tenha a quem amar/ E quando estiver bem cansado/ Ainda, exista amor pra recomeçar/ Pra recomeçar”.

Roupa (quase) nova, maquiagem modificada, nariz novo e o sentimento de amor e gratidão era o mesmo, talvez renovado pelo tempo o qual eu estive longe, mas tão próximo espiritualmente; e aquele era o momento certo e exato de voltar, era no dia em que teríamos que ser mais gratos ainda pelo amor, companheirismo e dedicação que nossas mães nos deram. E que tal dar carinho a várias pessoas, inclusive àquelas que partilham da alegria e dar dor no ambiente hospitalar tão frio?

“ – Mãe, tô indo. Vamos compartilhar ainda mais esse amor e carinho no hospital.” E fui. Cheguei com receio, e vi que o medo que estava dentro de mim era tão irrisório diante da vontade que eu tinha de estar ali, de fazer sorrir, de ser e fazer diferente. O ambiente continuava o mesmo, mas eu, não. Não é fácil voltar, mas, eu voltei.

“ – Podemos entrar?”. Quanta saudade disso tudo, melhor ainda é ouvir um “ – SIM!”.

Quão bom ouvir: “ – Feio”, “- Tem uma melancia na sua blusa?”; o “meu ridículo” nunca fora tão bem explorado e talvez nem seja isso. Talvez ali dentro eu possa ser quem realmente eu quero e que felicidade ser sempre recebido com um sorriso ou um olhar de curiosidade.

Quantos bebês, crianças, adolescentes, homens, mulheres, pessoas, sentimentos, alegrias, tristezas, esperanças, amor. Vendo que aquele medo que eu estava tendo era tão ínfimo na frente de tantas pessoas e sentimentos, percebi que eu tinha que estar ali, que aquele momento era o ideal para que aquelas pessoas ali presentes esquecessem um pouco da dor e deixassem brotar um sorriso, aquele que talvez tenha sido esquecido com o sofrimento que a vida lhes tenha proporcionado.

Posso dizer para você que me sinto renovado. E como não se sentir? Tantos abraços, sorrisos, gargalhadas, choros de rir e de emoção, tantas músicas e danças, tantos afagos, tantos “– Vem cá palhaço”, “– Obrigado por vocês terem vindo nos fazer sorrir”. Mal sabem eles quem na realidade fez o bem. Saber se doar, sem querer nada em troca é uma grande virtude do ser humano e que isso possa estar presente na vida de todos.

Com os olhos marejados eu digo para todos vocês: a dor da despedida, da perda e da saudade é muito grande, mas a emoção da volta e do recomeço supera qualquer expectativa.

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Gratidão a todos por esse dia.

E, sem esquecer: O amor sempre será o melhor caminho.

Só pra constar nos registro por aí que eu trabalho na melhor empresa que alguém pode trabalhar, não é a Google, mas é a empresa que decidir dedicar todo o meu amor, esforço, suor, comprometimento e muita criatividade e haja criatividade. Dias que trabalho? Todos os dias da semana, feriados e dias santos. O período do dia? Esse não é fixo às vezes é pela manhã, outras vezes é pela tarde, à noite e às vezes até de madrugada. Tem um detalhe essa empresa não assina carteira de trabalho, mas você acredita que tem um montão de gente trabalhando nela? Pois é, lá só assina um contrato, e pra falar a verdade foi o melhor contrato que assinei na minha vida. Isso não é tudo. Por lá, o pacote de benefícios é idêntico para todos os funcionários. Você deve estar curioso pra saber quanto eu ganho né? Você não vai acreditar, eu ganho tanto, mas tanto que se fosse escrever não caberiam os zeros aqui, só que esse pagamento não é igual ao seu, não é palpável, não vem em forma de dinheiro, ele vem da melhor forma que alguém poderia receber. Só pra você ter uma ideia, dinheiro no mundo não conseguiria pagar, porque o que eu recebo o dinheiro não pode comprar. Eu recebo tanto amor, tanto carinho, tanta gratidão, tantos sorrisos, tantas conversas boas, tantas experiências únicas, que me faltam palavras para descrever tamanho é esse pagamento. Sem contar a quantidade de amigos que conquistei, amigos esses que tem o mesmo objetivo que o meu. Sabe qual é esse objetivo? Ele é muito simples, mas a maioria das pessoas esqueceu, mas nos não, tanto que damos o nosso melhor e não medimos esforço para que ele aconteça. Nosso objetivo nada mais é que levar amor ao próximo, é espalhar a semente do bem por onde passarmos, é regar alegria pelos quatro cantos do mundo e transbordar o nosso mundo, mesmo que pequeno de muitos risos e amor. Você deve estar querendo saber qual a minha profissão? EU TENHO A PROFISSÃO MAIS BEM PAGA, EU SOU VOLUNTÁRIA. Você deve estar querendo saber que empresa é essa que tanto falei? Pois bem pra constar pra quem quiser ouvir e desejar fazer parte verdadeiramente, eu trabalho na melhor empresa que alguém poderia trabalhar, eu trabalho na ONG RISONHOS. *(^o^)*
Ana Karla.
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Ana Karla é voluntária desde 2013 e integrante do Núcleo de Comunicação. Suas palavras descrevem muito bem o que nós sentimos pela ONG, obrigada Aninha <3

Mais um depoimento emocionante de quem já fez parte da nossa história, da história da ONG Risonhos, vem conferir:

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“Participar de uma ONG é sempre muito bom! Ajudar a alguém que clama pelo olhar sem precisar dizer uma palavra, é melhor ainda. Uma vez me disseram que devemos atingir nosso alvo feito uma flecha, mas não causando dor, é claro, falo no sentido de tocar justamente a necessidade de cada um e preenchê-la com sentimentos bons. Sendo um risonho, tive inúmeras experiências que marcaram minha vida, das quais não pretendo esquecer tão cedo. Umas boas, outras nem tanto, mas todas me ensinaram algo. A vida é curta. Passa sem percebermos. Mas não é por que a vida é curta que devemos parar de vivê-la, ou viver como se nao tivesse fim. É tentar aproveitar cada momento, sorrir cada sorriso, aprender a cada ensinamento, abraçar cada abraço. A ONG, querendo ou não, nos ensina a pensar mais nos outros, a sermos mais compartilhadores da dor do outro. A sermos mais humanos. A palavra é essa, humanidade. Em que todos dizem ter, mas nem todos a praticam. Talvez estejam a perdendo sem mesmo perceber, por causa da rotina esmagadora em que se submetem. Seja como Pingo ou não, aprendi também a conhecer a mim mesmo, entender alguns limites e fraquezas. Não apenas para serem usadas em experiências similares às aprendidas durante minha estadia na ONG, mas para a vida como um todo! Hoje tenho muito mais segurança de lidar com certas situaçoes devido a opotunidade que recebi dos Risonhos. Foi tudo muito gratificante. Hoje estou morando em outro estado, mas, independente de tudo, o Pingo sempre me acompanha nessas aventuras.”

David Nogueira – Pingo do Mar Vermelho (10/12/2014)

Vem fazer parte da nossa história, inscrições abertas para novos voluntários, mais detalhes clique aqui.

Olá!!!

Continuando no embalo de são 7 anos e não 7 dias, vamos com mais depoimentos de ex-voluntários que fazem parte da nossa história. <3

E vamos começar com a Sâmara Patrice que foi nossa voluntária colaboradora ;)

depoimento - samara

“Lembro-me como se fosse ontem, a Vice-presidente e voluntária da Ong Risonhos, Rebeca de Castro, comunicando a todos em uma reunião que, a partir daquele momento, eu faria parte do Núcleo Jurídico e Financeiro como colaboradora. Senti uma espécie de friozinho na barriga seguida de uma vontade incessante de participar daquele grupo de moças e rapazes que já me encantavam ainda que por fotos, e nem sequer sabiam da minha existência. A minha entrada na ONG foi única, marcante. Existe felicidade maior do que chegar em uma Organização não-Governamental e receber a notícia de que o CNPJ havia sido conquistado depois de tanto esforço? É lindo de se ver, de se VIVER. A palavra vivência é a forma mais autêntica de se dizer que ama algo/alguém, atualmente. Já perceberam? Porque é no convívio que nós realmente podemos AFIRMAR e RECONFIRMAR o quanto que gostamos daquilo que fazemos parte. Portanto, amei tudo ali. Desde a entrada até a saída. Porque foi tudo muito real. Chegava a ser “encabulante” ir a um abrigo para idosos e receber um abraço, escutar histórias ou ,até mesmo, ir encher o balão da festinha de confraternização deles. Porque cada segundo NAQUELE lugar é abençoado. Eles exalam uma energia e cheiro de amor que só quem vai, sabe a dimensão. Sem contar na entrega, dedicação e, PRINCIPALMENTE, amor que cada voluntário deposita ali. É tudo tão grandioso e verdadeiro que eu fico envergonhada só de trazer à lembrança. Acredito que a minha passagem pela Ong Risonhos, tenha sido mais do que uma estação. Foi pra vida toda. Foram mais do que informações acadêmicas compartilhadas. Foram laços. Aprendi. Errei. Reaprendi. Na verdade mesmo, acho

que todo mundo devia um dia prestar serviço voluntário. Não só pela bagagem de experiência, mas pelo real sentido de “DOAR-SE”. Nunca uma palavra soou de uma forma tão linda e suave para alguém quanto foi para mim. Não podia esquecer de agradecer a todos os envolvidos no Curso Teórico e Prático de formação do meu “clown”, que embora não tenha sido concluído por circunstâncias maiores, foi maravilhoso, cheio de alegria e extremamente produtivo. Obrigada, voluntários. Vocês foram brilhantes e sempre serão pra mim.”
Sâmara Patrice
Voluntária Colaboradora – Núcleo Jurídico/ Financeiro/Captação

Só tem gente bacana nessa ONG!
E você? Quer fazer parte dessa história?
Então fica de olho no blog e facebook, logo logo teremos novidades <3

Jéssika Karoline,