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  3 de fevereiro de 2018

 
Hoje Dona T. estava particularmente muito animada. Desde que cheguei, já a vi toda sorridente, mesmo quando fingiu não me ver, ao passo que fazia menção que não queria falar comigo, ainda rindo.

Lhe dei um abraço grande, pois estava com saudade e comecei a falar da vida e das coisas que haviam acontecido nas últimas duas semanas. Ela passou a relatar seu dia a dia. O fastio. A dor nos ossos quando chovia. Mas manifestou sua alegria de estarmos ali.

Enquanto falávamos, assistíamos um programa de TV e ela parou para me dizer que a menina que cantava parecia muito com o Jair Rodrigues e, para a minha surpresa, o apresentador no final revelou que esta era a filha dele.

Fiquei olhando para aquela mulher, que mesmo nos seus 87 anos, ainda é um poço de lucidez.

Lucidez e argúcia. Foi suficientemente rápida para perceber que eu estava paquerando a enfermeira que estava passando e, me dando um tapa no joelho, enquanto se acabava de rir, disse que sabia o que eu estava fazendo e mandou eu seguir em frente. E ficou mangando mais quando percebeu que eu havia ficado sem jeito.

A conversa foi se desenvolvendo e já quando havíamos falado de quase tudo, chegou uma voluntária (Thais Cristinna) que também visitava o abrigo, relatando que tinha visto alguns pés de siriguela e queria pegar umas para si. Dona T. não contou pipoca e disse: “Vamos!”.

E fomos nós, três desbravadores. Dona T. no seu possante (cadeira de rodas) e nós dois voluntários. Achamos o primeiro pé, mas todas estavam verdes. Dona T. não desistiu, apontou a árvore seguinte e para lá rumamos!

Lá achamos umas possivelmente comestíveis, mas que estavam muito altas. Tentamos de diversas formas e malogramos inicialmente em todas. Eu olhava para a Dona T. e ela ria e abria um sorriso tão sincero que eu passei a não ver mais uma idosa ali, mas sim uma criança. E não é que naquele momento estávamos todos crianças?

O mais engraçado é que tudo conspira. E quando estávamos lá tentando, chegou a Dona B., dizendo que estava vendo o que a gente estava fazendo ali. Todos rimos.

Depois, com algumas siriguelas no bolso, voltamos. Fui levando a Dona T. para o quarto dela e disse que já precisava ir, pois hoje é aniversário do meu irmão. Ela de imediato disse que tinha algo para ele e pediu que eu a esperasse.

Fiquei na porta. Dona T. juntou uma fronha que tinha ganho e pôs num saco. Ficou olhando o que mais podia dar. Perguntou se meu irmão gostava de “peta” e antes mesmo que eu pudesse responder, pôs um pacote de “peta” dentro do saco.

Nos despedimos com uma centena de abraços.

E eu saí dali com o coração cheio, quase voando.

Como se eu fosse um pássaro.

Escrito por Márcio Vandré
Márcio Vandré é voluntário da ONG desde 2009 e quase sempre alça voos incríveis sem tirar os pés do chão…

Hospital Infantil Peter Pan
  21.01.2018.

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                                                   Uma dupla dessas, bixo……..

Criança é um ser que acredita. Que carrega a magia dentro de si. Que fantasia onde aparentemente não tem onde fantasiar. Que realmente se surpreende, a ponto de falar “ohhh”, quando uns palhaços fingem adivinhar seu nome, que curiosamente está exposto logo acima do seu leito.

Palhaço é um ser que acredita. Que paquera aquela mãe triste e a vê sorrir e gargalhar, para depois se engasgar com seu próprio riso. E ao invés de tentar salvar a mãe (que convenhamos não precisava ser salva), o palhaço, na sua corda bamba, opta por continuar a brincadeira, sem perder a piada, solto como um pássaro no céu.

Criança é um ser que carrega candura. Que tenta lhe ensinar a paquerar da forma mais engraçada possível, obviamente sem sucesso.

Palhaço é um ser que carrega candura, quando ouve aquela criança pedindo para ele voltar e volta no fim e vê um sorriso tão gostoso que sente que aquilo tudo valeu a pena.

Criança é sincera, principalmente quando acusa que a barriga do palhaço está grande e diz que ele precisa malhar e ainda tira onda, apontando o dedo e olhando para a mãe, que se diverte com toda aquela situação, quando antes estava macambúzia e sem querer conversar.

Palhaço é sincero. Fala do narigão do amigo. Do pé de chulé da criança que o chamou de buchão e da “suvaqueira” da mãe que estava há quase 12 horas sem banhar. E passa incólume, pois tem permissão. A permissão que o nariz dá.

Criança é uma transformadora. Pois imagina ali uma selva. Um jacaré embaixo do lençol. Todo lugar menos o hospital. Voando livre em seu pensamento. Para estar jogando bola como no desenho afixado do lado da sua cama ou com as 20 namoradas que alegou ter. Ou mesmo em sua nave espacial. Longe de qualquer problema. De qualquer dor.

Palhaço é um transformador. Quando faz, quase que magicamente, uma cueca velha sair debaixo do cobertor e arranca aquele sorriso difícil. Quando vê um quarto de hospital normal como um palco, um desfile e faz, certamente, a pior apresentação de moda dos últimos tempos.

Criança ensina que o bom mesmo é ser palhaço. Para viver a vida mais leve. Para viver o momento, por mais que ele seja breve. Porque o importante mesmo é viver. Porque quem vive pode lutar. E quem luta não está morto.

Palhaço ensina que não se deve deixar de ser criança. Que a rotina não é suficiente para lhe derrubar. Porque sempre existe um truque. E uma hora ou outra, encontra-se um assento na janela do trem que a vida nos cede para viver e sonhar.

Escrito por Márcio Vandré
Márcio Vandré é voluntário da ONG desde 2009 e quando ninguém está observando, ele se disfarça de palhaço Poeta.

 

Neste último sábado (07/05/16) rolou mais um ato risonho no Abrigo de Idosos. Fizemos um ato temático em comemoração ao dia das Mães e não poderia ter sido mais  lindo emocionante. Tivemos o prazer de receber uma thurminha de visitantes que se disponibilizaram de nos acompanhar. Eles entraram em contato por meio de nossas redes sociais querendo fazer parte desse dia especial.

Teve flores, pulseiras, palhaços e muito, mas muito amor. 

Gratidão a querida visitante Daniela que levou lindas pulseirinhas para presentear as idosas.

Gostaria de agradecer a Deus pela oportunidade de participar do ato no abrigo e a vocês que nos acolheram. Foi um momento único e especial ver a alegria no rosto dos idosos. Fiquei feliz em poder ter contribuído com as pulseiras uma lembrança simples mas feito com amor.

Visitante Daniela

Visitante Daniela

Presente para as Idosas

Presente para as Idosas

E claro, agradecemos também nossos voluntários maravilhosos por mais um ato risonho, que continuemos firmes nessa linda missão de espalhar o amor, a alegria e esperança por dias melhores. Temos certeza que com essa simples ação, transformamos esse sábado em um dia inesquecível para nossos amigos idosos, e também grandes aprendizados e boas recordações para nós voluntários e visitantes.

Só gente linda!

Só gente linda!

Muito amor envolvido.

Muito amor envolvido.

 

Uma ansiedade incomum, um medo, um frio na barriga. Parecia que era a primeira vez, e realmente era. Passar mais de um ano sem visitar o hospital me fez perceber o quanto é importante a nossa presença naquele ambiente.

Um dia teremos que fazer uma escolha em nossas vidas, e se ainda não a fez, um dia fará. Quando optei em ter que abandonar a Risonhos por um tempo, para me dedicar aos estudos, sofri novamente com a dor da perda, e lembrei o quão dolorosa ela é.

Parafraseando Frejat: “Desejo que você tenha a quem amar/ E quando estiver bem cansado/ Ainda, exista amor pra recomeçar/ Pra recomeçar”.

Roupa (quase) nova, maquiagem modificada, nariz novo e o sentimento de amor e gratidão era o mesmo, talvez renovado pelo tempo o qual eu estive longe, mas tão próximo espiritualmente; e aquele era o momento certo e exato de voltar, era no dia em que teríamos que ser mais gratos ainda pelo amor, companheirismo e dedicação que nossas mães nos deram. E que tal dar carinho a várias pessoas, inclusive àquelas que partilham da alegria e dar dor no ambiente hospitalar tão frio?

“ – Mãe, tô indo. Vamos compartilhar ainda mais esse amor e carinho no hospital.” E fui. Cheguei com receio, e vi que o medo que estava dentro de mim era tão irrisório diante da vontade que eu tinha de estar ali, de fazer sorrir, de ser e fazer diferente. O ambiente continuava o mesmo, mas eu, não. Não é fácil voltar, mas, eu voltei.

“ – Podemos entrar?”. Quanta saudade disso tudo, melhor ainda é ouvir um “ – SIM!”.

Quão bom ouvir: “ – Feio”, “- Tem uma melancia na sua blusa?”; o “meu ridículo” nunca fora tão bem explorado e talvez nem seja isso. Talvez ali dentro eu possa ser quem realmente eu quero e que felicidade ser sempre recebido com um sorriso ou um olhar de curiosidade.

Quantos bebês, crianças, adolescentes, homens, mulheres, pessoas, sentimentos, alegrias, tristezas, esperanças, amor. Vendo que aquele medo que eu estava tendo era tão ínfimo na frente de tantas pessoas e sentimentos, percebi que eu tinha que estar ali, que aquele momento era o ideal para que aquelas pessoas ali presentes esquecessem um pouco da dor e deixassem brotar um sorriso, aquele que talvez tenha sido esquecido com o sofrimento que a vida lhes tenha proporcionado.

Posso dizer para você que me sinto renovado. E como não se sentir? Tantos abraços, sorrisos, gargalhadas, choros de rir e de emoção, tantas músicas e danças, tantos afagos, tantos “– Vem cá palhaço”, “– Obrigado por vocês terem vindo nos fazer sorrir”. Mal sabem eles quem na realidade fez o bem. Saber se doar, sem querer nada em troca é uma grande virtude do ser humano e que isso possa estar presente na vida de todos.

Com os olhos marejados eu digo para todos vocês: a dor da despedida, da perda e da saudade é muito grande, mas a emoção da volta e do recomeço supera qualquer expectativa.

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Gratidão a todos por esse dia.

E, sem esquecer: O amor sempre será o melhor caminho.

No dia 12 de outubro comemora-se o dia das coisinhas lindas da titia  Crianças! E nós, dos Risonhos, não poderíamos faltar a essa festa o/

No Hospital Infantil Albert Sabin  de acordo com nosso amigo e voluntário Gleidson:
“Foi um ato mágico! Muita magia e alegria pelos corredores! Tivemos as participações mega especiais da fofíssima ex-voluntária Lorena Gadelha e do querido ex-voluntário Moisés Loureiro, que passou pela Ong quando ainda era Projeto Vagalumes, marcaram presença em mais uma edição do projeto ” Ato da Saudade”.

(Tá curioso pra saber o que é o ato da saudade? Te conto no próximo post, então não perca ;) )

Jáááá no IJF, os voluntários Jéssika Karoline (it’s me), Solon Teixeira, Andrea Pinheiro, Angel Alice e George Henrique trouxeram toda a magia do Reino Encantado e deram vida ao príncipe bonitão (que chega no final pra ganhar o coração da mocinha), as princesas depois do “felizes para sempre”, um espelho muito do esperto que queria ter uma coluna de fofocas no Reino Encantado e a bruxa que era má, que na verdade queria ser princesa e achava que pra isso teria que ser linda e perfeita, e depois de armar muita confusão descobriu que o que se tem no coração é que te faz princesa… UFA! Muita coisa o/

 

Pra completar a festa teve a presença do Um Mimo Cakes que trouxe os bolos mais deliciosos da saudade para alimentar a galerinha, foi uma delícia! E dos amigos João Monteiro e Kamila Rabela que foram nosso apoio técnico (tamo chiques beim!).

Sem contar o grande apoio do Grupo de Teatro Abre Alas que garantiu todo esse figurino liindão! Por sinal, olhem a página deles, tem sempre uma linda peça infantil pra se ver *-* Levem os filhos, primos, sobrinhos, afilhados, o filho da vizinha, é sempre bom ver os olhinhos de uma criança brilhando ao ver seus personagens favoritos ganhando vida!  (só clicar aqui)

Jéssika Karoline,